<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535</id><updated>2011-07-29T10:47:28.240+01:00</updated><title type='text'>O Impertinente</title><subtitle type='html'>Atrevido, irreverente, por vezes insolente e
imperfeito. 
Um possível caminho para o domínio da matéria.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-114719134362956708</id><published>2006-05-09T17:13:00.000+01:00</published><updated>2006-05-09T17:20:14.790+01:00</updated><title type='text'>Reportagens publicadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Os trabalhos finais de reportagem elaborados na disciplina de Estruturas Redactorias e Géneros Jornalísticos já estão disponíveis em:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://w3.ualg.pt/~fcerolm/index_ficheiros/Page365.htm"&gt;http://w3.ualg.pt/~fcerolm/index_ficheiros/Page365.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-114719134362956708?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/114719134362956708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=114719134362956708' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/114719134362956708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/114719134362956708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/05/reportagens-publicadas.html' title='Reportagens publicadas'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113892648300920916</id><published>2006-02-03T00:26:00.000Z</published><updated>2006-02-03T00:28:03.010Z</updated><title type='text'>NOTÍCIA/ACRAL e o projecto MODECA proporcionam oportunidades de emprego para jovens algarvios/ Inês Correia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;A Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) implementa na região o projecto Modernização e desenvolvimento do comércio do Algarve (MODECA). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O projecto MODECA está inserido no programa governamental INOV – JOVEM, no âmbito do Plano Tecnológico, e tem como principal objectivo a inserção nos quadros das empresas de jovens até aos 35 anos com formação académica superior. Pretende-se assim facilitar o acesso dos jovens a estágios profissionais, contribuindo para a sua inserção na vida activa e desenvolvimento das suas competências socioprofissionais. No âmbito do MODECA terão lugar nas cidades de Faro e Portimão duas acções de formação em “Gestão Comercial”, com início previsto para dia 1 de Abril. Depois de um período de formação especializada em sala, com a duração de 2 meses, os formandos poderão aplicar os seus conhecimentos em contexto de trabalho durante 9 meses. Os jovens licenciados que se inscreverem neste programa têm direito a uma bolsa de formação e de estágio mensal, com o valor equivalente ao dobro do ordenado mínimo mais elevado garantido por lei, subsídio de alimentação pelo período de 11 meses (uma vez que têm direito a um mês de férias) e subsídio de transporte. Os interessados em aderir a este projecto, sejam jovens empresários ou empresários interessados em receber nas suas empresas estes futuros profissionais, deverão apresentar toda a documentação necessária junto da ACRAL até à data limite de 28 de Fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113892648300920916?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113892648300920916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113892648300920916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113892648300920916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113892648300920916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/02/notciaacral-e-o-projecto-modeca.html' title='NOTÍCIA/ACRAL e o projecto MODECA proporcionam oportunidades de emprego para jovens algarvios/ Inês Correia'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113892300620424912</id><published>2006-02-02T23:28:00.000Z</published><updated>2006-02-03T00:40:59.433Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA/ Objectivo: integração / Eva, Jan, Nicola, Rudolf*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Licenciada em Assessoria de Administração pela Universidade do Algarve, Sofia Luz trabalha na Universidade desde 1996. Em 1998 iniciou funções na Escola Superior de Educação onde é, actualmente, responsável pelo Gabinete Internacional e pelo Programa Sócrates - Erasmus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Impertinente - Há quanto tempo trabalha no Programa Erasmus?&lt;br /&gt;Sofia Luz – Eu trabalho com o programa Sócrates - Erasmus há 1 ano e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Neste momento que países têm parceria com a ESE no âmbito do programa Erasmus?&lt;br /&gt;SL. - A Escola Superior de Educação tem actualmente acordos bilaterais, no âmbito do programa Sócrates- Erasmus, com 16 países de União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polónia, Reino Unido, República Checa e Suécia.&lt;br /&gt;O I. - Quantos alunos Erasmus estão actualmente na ESE? De que país vêm mais alunos Erasmus?&lt;br /&gt;SL. - Neste ano lectivo de 2005 - 2006, no 1º Semestre, temos 20 alunos Erasmus a estudar na ESE. Na maioria são provenientes de Espanha e da República Checa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Quais são as maiores dificuldades ou problemas com que se deparam os estudantes?&lt;br /&gt;S.L. - Os alunos Erasmus quando chegam a Faro têm alguns problemas com o alojamento, com a língua, com o seu plano de estudos. Mas, no geral, integram- se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Do que é que gosta mais neste emprego?S.L. - Gosto muito de trabalhar na área das Relações Internacionais e o melhor do meu trabalho é, sem dúvida, o contacto diário e a amizade que estabeleço com os alunos Erasmus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - O horário de trabalho é suficiente para as suas funções?&lt;br /&gt;S.L. - Por vezes o meu horário de trabalho não é suficiente, pois o trabalho com os alunos Erasmus não se resume ao horário laboral. Tenho de ir buscá-los ao aeroporto, ajudá-los a fazer mudanças, levo-os a fazer viagens. Tudo isto fora do horário de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I.- O que pensa sobre o programa Erasmus?&lt;br /&gt;S.L. - O programa Erasmus é uma possibilidade única para os estudantes, pois podem conhecer outras culturas, outros países, fazer novos amigos, conhecer novas línguas. É muito enriquecedor para os estudantes que participam neste programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Quantos estudantes da ESE estão a utilizar este programa durante o presente ano lectivo?&lt;br /&gt;S.L. - Este ano estão 5 alunos em Santiago de Compostela, 2 em França, 1 na Polónia, isto no 1º semestre. Durante o 2º semestre os 5 alunos continuarão em Santiago e vai 1 aluno para a Áustria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;* &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;alunos da disciplina de Estruturas Redactoriais e Géneros Jornalísticos ao abrigo do programa Erasmus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113892300620424912?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113892300620424912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113892300620424912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113892300620424912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113892300620424912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/02/entrevista-objectivo-integrao-eva-jan.html' title='ENTREVISTA/ Objectivo: integração / Eva, Jan, Nicola, Rudolf*'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113865421134993206</id><published>2006-01-30T20:47:00.000Z</published><updated>2006-02-03T00:38:46.056Z</updated><title type='text'>OPINIÃO/A propósito das decisões editoriais na noite das presidenciais / Cláudia Silva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Noite de eleições presidenciais. À medida que os resultados se consolidam, repete-se o ritual mediático. Primeiro discursam os derrotados. São momentos carregados de tensão. Discursos ansiosos. E não menos ansiados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;No último congresso do Partido Socialista (PS), Manuel Alegre candidatou-se à direcção do partido. Perdeu. Ganhou José Sócrates. Actual Primeiro Ministro. Que formou Governo com maioria absoluta. Que preteriu Manuel Alegre como candidato às Presidenciais. Que apoiou a candidatura de um histórico do PS: Mário Soares. Manuel Alegre candidatou-se sem o apoio do Partido Socialista (PS), dando corpo e voz ao que chamou “movimento de cidadãos”. Ficou em 2º lugar, a cerca de 30% do vencedor, Cavaco Silva. Não passou à segunda volta, que era o seu maior objectivo. Mário Soares ficou-se pelos 14%.&lt;br /&gt;As questões que se põem são as seguintes: Mário Soares, o candidato apoiado pelo PS e pelo Primeiro Ministro já havia discursado; Manuel Alegre tinha começado há escassos minutos a sua declaração, quando o Primeiro Ministro decide também falar para as televisões; os editores têm que decidir em segundos o que mostrar ao país: a intervenção de Alegre ou as declarações de Sócrates? Todos os canais generalistas nacionais optaram pela segunda hipótese. Decidiram bem? Decidiram mal? Como se tomam decisões editoriais nestas circunstâncias? O que O Impertinente propõe aqui é uma breve ronda pela blogosfera nacional, a propósito do tema. Veja o que estes bloggers disseram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com/2006/01/segunda-feira-11.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Francisco José Viegas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/2006_01_01_abrupto_archive.html#113796748315391223"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Pacheco Pereira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/01/critrios.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Gabriel Silva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2006/01/notas-presidenciais.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;João Pedro Henriques (5)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.daliteratura.blogspot.com/2006/01/precedncias.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Eduardo Pitta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://o-espectro.blogspot.com/2006/01/atropelos.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Constança Cunha e Sá&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113865421134993206?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113865421134993206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113865421134993206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113865421134993206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113865421134993206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/01/opinioa-propsito-das-decises.html' title='OPINIÃO/A propósito das decisões editoriais na noite das presidenciais / Cláudia Silva'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113777415363471651</id><published>2006-01-20T16:21:00.000Z</published><updated>2006-02-02T23:56:20.713Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA / O ambiente em destaque – o ponto de vista de um jurista / Cláudia Silva</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/1600/Jurista.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" height="139" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/200/Jurista.jpg" width="188" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;José Leiria tem 34 anos, é advogado há 11 e pertence ao Conselho Distrital da Ordem dos Advogados de Faro. É jurista do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) desde 2000 e da Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território do Algarve (DRAOT) desde 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Impertinente – Gostaria que começasse por definir qual o papel de um jurista em instituições públicas como o PNRF e a DRAOT. Concretamente, o que é que faz um jurista ambiental?&lt;br /&gt;José Leiria – Um jurista tem duas funções essenciais. Uma função versa sobre dar pareceres perante requerimentos que são feitos por particulares, ou seja, qualquer interessado faz um requerimento a uma instituição pública na área do ambiente e essa instituição tem que dar resposta. A resposta muitas vezes necessita de um parecer de um jurista em termos da legalidade da decisão a ser tomada pela entidade administrativa. Por outro lado, em termos da fiscalização, ou seja, da punição das infracções que são postas perante a entidade administrativa, toda a organização do processo de contra-ordenação e depois a aplicação da sanção a que houver lugar em face de cada uma das situações. São estas duas as duas áreas em que o jurista trabalha, em termos do ambiente, para as várias autoridades administrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – A seu ver, qual é o problema ambiental mais grave no Algarve?&lt;br /&gt;JL – O problema no Algarve, e penso que a nível nacional, é em termos de planeamento. Ou seja, não existe qualquer planeamento no Algarve sobre o que deve ser ou o que se quer do Ambiente, sobre o que é que se quer do turismo, e a ligação entre o turismo e o Ambiente. Enquanto não houver esse planeamento, há medidas ad hoc que são tomadas e nunca poderá haver um desenvolvimento sustentado do Ambiente, tendo em atenção o turismo e os interesses económicos do Algarve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Na sua opinião, a legislação portuguesa adequa-se aos problemas ambientais do nosso país e, concretamente, da nossa região?&lt;br /&gt;JL – É evidente que não, mas esse penso que é um mal geral da legislação em termos do Ambiente. Só se começou a tratar do Ambiente há cerca de vinte, trinta anos. A legislação do Ambiente, mais ou menos, com alguma qualidade, surgiu há cerca de vinte, trinta anos, portanto, ainda é uma legislação, digamos, primária, são os primeiros planos que apareceram, agora estamos numa segunda versão desses planos, que no entanto, continuam desactualizados da realidade. Isso depois acaba por se reflectir em termos do ordenamento do território – é essencialmente o que acontece na região do Algarve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Em termos gerais, quais os limites mínimos e máximos, relativamente às coimas, para as infracções ambientais?&lt;br /&gt;JL – Essa é uma questão de difícil definição, porque as panóplias de infracções são tão grandes - desde pessoas que capturam pássaros, que tem uma sanção que é mais baixa, desde outras pessoas que passeiam nas dunas com veículos, também é outro tipo de infracção. Quer dizer, é impossível fixar uma média, é um valor relativo. Tanto pode ir desde os cinquenta contos aos cinco mil contos (falando na moeda antiga), portanto, depende do tipo de infracção e da gravidade da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Alguém pode ir preso, em Portugal, por cometer um crime ambiental?&lt;br /&gt;JL – Por crime ambiental, teoricamente, pode. Teoricamente, desde que haja um crime contra o ambiente, pode a pessoa ser presa, agora, na prática, não se conhece qualquer situação dessas, que tenha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Há pouco disse que havia duas vertentes da actuação do jurista e falou, nomeadamente, da fiscalização. As polícias entram também nessa fase da fiscalização? Os processos são levantados pelas polícias? Pode explicar melhor como é que isso se passa?&lt;br /&gt;JL – Em termos de fiscalização, normalmente os organismos têm órgãos próprios de fiscalização, por exemplo, os vigilantes das áreas protegidas, que podem levantar os processos de contra-ordenação. Não obstante, a polícia pode também sempre levantar qualquer processo de contra-ordenação. A GNR tem uma brigada, que é a EPNA – Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente – que é uma brigada, digamos, verde, uma brigada contra os danos do ambiente, que, efectivamente, levantam muitas situações. Falta-lhes, talvez, é uma certa sensibilidade para os problemas do ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Qual a infracção ou crime ambiental que tenha passado pelas suas mãos, enquanto jurista, que mais o chocou até hoje?&lt;br /&gt;JL – Como princípio, não é correcto da minha parte falar em termos da clientela e de processos em concreto, por respeito pelo cliente e até por uma questão deontológica de sigilo profissional. Mas, em termos gerais, uma das situações que mais choca, penso que a toda a gente, é a das construções ilegais, nomeadamente nas ilhas barreira. Ou seja, existem construções ilegais, sabe-se que existem, continuam a fazer-se construções ilegais e há uma impotência para actuar sobre essas situações. E, portanto, nós sabemos que, nestes casos, a infracção compensa, ou seja, o cometimento de uma infracção, em termos gerais, compensa. É muito difícil, politicamente, gerir esses casos. E até em termos práticos, demolir nas ilhas é uma questão muito complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Do que conhece, esse tipo de habitação é habitação própria das pessoas, por não terem outros recursos ou é uma habitação para passar férias?&lt;br /&gt;JL – Temos os dois tipos – temos muitas situações em que são habitações próprias das pessoas e temos outras situações em que são habitações de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Qual a desculpa ou motivo mais invocados pelos infractores para essas construções?&lt;br /&gt;JL – Normalmente, quando se reporta a situações de pessoas que residem, é quando aumenta o agregado familiar. Ou seja, a desculpa que as pessoas apresentam é que precisam de mais uma divisão, porque aumentou o agregado familiar e, portanto, ampliam essas construções. Ou, outra situação, quando essas construções são vendidas, a nova pessoa que adquire a casa diz que precisa de mais área, porque tem uma família maior – e, portanto, normalmente é essa a desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Analisando o tempo em que já trabalha nesta área, o número de processos instaurados tem aumentado ou diminuído?&lt;br /&gt;JL – O número de processos instaurados tem aumentado. Não porque as infracções sejam em maior número, mas porque há mais meios para actuar. Hoje em dia, a administração está a descobrir que compensa ter juristas a trabalhar, que levantem contra-ordenações, que as pessoas sejam punidas, porque as coimas que recebem são superiores ao que pagam aos juristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Qual a maior dificuldade ou obstáculo que encontra na sua actividade?&lt;br /&gt;JL – O maior obstáculo, essencialmente, é alguma legislação que torna difícil executar todo o processo de contra-ordenação, por ventura, a necessitar de reforma, e, por outro lado, também a falta de alguma vontade política para tomar determinadas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Qual costuma ser a sua maior preocupação, quando o processo chega às suas mãos?&lt;br /&gt;JL – A preocupação essencial é que a infracção não compense – esta é a preocupação essencial. Ou seja, quando nós organizamos um processo, queremos que a pessoa perceba que não pode praticar aquela infracção. E depois, iremos actuar segundo essa fórmula. Existe também o problema das prescrições, ou seja, há um tempo limitado para se punir qualquer pessoa, ninguém pode ficar eternamente à espera do processo ser decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Qual acha que tem sido o papel das autarquias na área do Ambiente?&lt;br /&gt;JL – Em termos gerais, tem sido um papel prejudicial ao meio ambiente, essencialmente. Basta ver em termos de construções, basta ver em termos do cuidado que têm em termos de planeamento, que é nitidamente prejudicial ao ambiente. Esperemos que comecem a ter consciência das asneiras que foram feitas no passado e que tomem medidas para melhorar a qualidade daqueles que aí vivem e em termos ambientais. Quando não há planeamento, interessa é, digamos assim, vender as casas e as casas junto à praia ou junto a um ambiente saudável são muito mais caras. Se houver um planeamento, claro que se poderia construir muito menos casas, não se ganharia tanto no imediato, mas se calhar, a longo prazo, seria benéfico para todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – É optimista quanto ao futuro – acha que é possível reverter esta situação?&lt;br /&gt;JL – Sinceramente, tenho muitas dúvidas. Tenho muitas dúvidas porque não se vê qualquer medida dos nossos dirigentes que visem a mudança, ou seja, não existe sequer um plano para o Algarve e enquanto não existir um plano, a médio ou longo prazo, não haverá qualquer hipótese de melhorar a qualidade de vida em termos ambientais no Algarve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Há também uma corrente recente, que se insurge contra o chamado Ecofascismo - uma certa tendência para relegar para segundo plano certos direitos humanos básicos, em nome de valores ambientais tidos por “superiores”. Num país como o nosso, em que há ainda tantas pessoas que não têm as suas necessidades básicas supridas – como habitação, saneamento básico – acha que a defesa do ambiente deverá ser uma prioridade de primeiro plano?&lt;br /&gt;JL – Como tudo, deve ser tratado com algum bom senso. Ou seja, há várias questões dentro da política ambiental que têm que se ter em atenção. Por um lado, a questão económica. É uma questão que, necessariamente, tem que se ter em atenção – há interesses económicos, há o turismo – não se pode ter radicalismos em termos da defesa do ambiente. Mas é possível encontrar um ponto de consenso, um ponto de convergência, entre o turismo e a parte ambiental. Assim como quanto às necessidades básicas das pessoas, ou seja, não podemos ser radicais em relação ao ambiente e prejudicando as pessoas e as suas necessidades básicas, e até os interesses económicos e o turismo, como não podemos olhar às necessidades das pessoas sem ter em atenção o ambiente. Ou seja, tem de se encontrar uma solução de bom senso, mas tendo sempre respeito pelo ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Sente que a sua posição acerca dos problemas ambientais mudou, desde que trabalha directamente nesta área?&lt;br /&gt;JL – Essencialmente, sendo menos radical. Ou seja, enquanto quando a pessoa está de fora, tem, na minha perspectiva, uma visão mais em prol do ambiente e de não deixar fazer qualquer coisa que afecte o ambiente. Depois de se trabalhar neste campo, tem-se mais a noção e mais sensibilidade para os vários interesses em jogo. E, portanto, só nesse aspecto é que acho que a minha posição mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OI – Para terminar, gostaria de lhe perguntar como é que vê o futuro próximo do Ambiente no Algarve e quais as prioridades mais urgentes a tomar?&lt;br /&gt;JL – A prioridade, como aflorámos em várias questões é um planeamento adequado. Se houver um planeamento – dizer o que é que se quer do Algarve, dizer quais os locais de qualidade em termos de turismo e valorizando o ambiente para esse turismo, se houver a definição disso, poderá haver algum futuro. Se não, se continuarmos com a mesma política que temos tido até agora, já destruímos uma parte do Algarve, e vamos acabar por destruir o resto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Créditos foto: Cláudia Silva&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113777415363471651?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113777415363471651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113777415363471651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113777415363471651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113777415363471651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/01/entrevista-o-ambiente-em-destaque-o.html' title='ENTREVISTA / O ambiente em destaque – o ponto de vista de um jurista / Cláudia Silva'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113754875975868053</id><published>2006-01-18T01:42:00.000Z</published><updated>2006-02-02T23:57:29.943Z</updated><title type='text'>OPINIÃO / Campanhas para as Presidenciais: Factos ou Pseudo-Acontecimentos? / Cláudia Silva</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/1600/cavaco.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/200/cavaco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Daniel Boorstin, em 1961, introduziu o conceito de pseudo-acontecimento&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=19363535#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; para definir várias situações desenvolvidas por jornalistas, políticos e relações públicas para criar um evento que, em condições normais, não se produziria. Trata-se de um acontecimento que não é espontâneo, mas que surge por que alguém o planejou ou o encorajou para que fosse noticiado. A sua relação com a realidade é ambígua, em muitos casos serve para dar estatuto de real ao que é fictício.&lt;br /&gt;Gostaria aqui de lançar a reflexão sobre um incidente recente numa das campanhas às Eleições Presidenciais à luz deste conceito de Boorstin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Segundo o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cavacosilva.pt/?id_categoria=20&amp;amp;id_item=8127"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;site oficial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; da sua candidatura à presidência da república, Cavaco Silva foi no passado dia 9 de Janeiro a Leiria, almoçar com "os jovens que têm 'colorido' a campanha com uma onda de entusiasmo".&lt;br /&gt;A Antena 1 esteve lá e nos habituais "Diários de Campanha", da responsabilidade da jornalista Maria Flor Pedroso, relatou que neste encontro actuou uma tuna – a Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Leiria - e que Cavaco Silva posou sorridente para as fotos, o que se pode comprovar facilmente em vários jornais e revistas.&lt;br /&gt;De acordo com a informação avançada pela Antena 1, a tuna foi paga pela campanha.Compare-se as palavras do candidato, reproduzidas na notícia em destaque no site (1) e as palavras do magister da tuna (2), aos microfones da Antena 1:&lt;br /&gt;(1) " 'São vocês que vão credibilizar a vida política. Acredito na vossa capacidade para dar mais prestígio à vida política portuguesa', disse [Cavaco Silva] agradecendo a animação, a energia e o entusiasmo que os jovens trouxeram para as suas iniciativas de campanha."&lt;br /&gt;(2) "Não estamos aqui a apoiar politicamente ninguém. Pagaram-nos para animar o encontro e é isso que estamos a fazer."&lt;br /&gt;Este tipo de incidentes não é exclusivo da campanha de Cavaco Silva. Pelo contrário, alerta para a necessidade de reflexão sobre os apoios divulgados pelas campanhas de todas as candidaturas e noticiados pela comunicação social. As manifestações de apoio são genuínas e espontâneas ou encenadas e fabricadas? Estamos perante factos ou perante pseudo-acontecimentos? A questão impõe-se. A reflexão também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=19363535#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt; Daniel J. Boorstin (1961), The Image: A Guide to Pseudo-Events in America, First Vintage Books Edition, (1992)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Créditos foto: Lusa (SIC Online)&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Legenda original foto:Cavaco Silva, com boina oferecida por estudante de uma Tuna durante a campanha em Leiria&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113754875975868053?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113754875975868053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113754875975868053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113754875975868053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113754875975868053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/01/opinio-campanhas-para-as-presidenciais.html' title='OPINIÃO / Campanhas para as Presidenciais: Factos ou Pseudo-Acontecimentos? / Cláudia Silva'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113745863463087240</id><published>2006-01-17T00:42:00.000Z</published><updated>2006-01-17T00:45:05.476Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA / “Só a bolsa não chega para tudo” / Águeda Varela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Samira Marques tem 29 anos e é uma das muitas estudantes cabo-verdianas na Universidade do Algarve. Está em Faro há nove anos e há cinco que não vai à sua terra natal. Agora que acabou o curso de Informática – ramo de Gestão, vai voltar a Cabo Verde e rever tudo o que deixou para trás para poder vir em busca de uma garantia de trabalho, pois as oportunidades escasseiam e só quem tem algo diferente dos outros, como um curso que até há pouco tempo não existia lá, consegue vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Impertinente - Porque escolheu vir estudar para Portugal?&lt;br /&gt;Samira Marques - Eu não escolhi vir para aqui. Em Cabo Verde, nós inscrevemo-nos e conforme as vagas das universidades vamos ou para Portugal ou para o Brasil. Só depois de vir para cá é que abriu o mesmo curso em Cabo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Quais foram as principais dificuldades ao chegar cá?&lt;br /&gt;S.M. - Quando cheguei não tinha contactos de ninguém aqui. Tive de me desenrascar sozinha porque não tive nenhum apoio da embaixada (de Cabo Verde).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Também estão cá outros alunos na mesma situação. Apoiam-se uns aos outros?&lt;br /&gt;S.M. - Antigamente éramos mais unidos. Tínhamos uma associação, juntávamo-nos e ajudávamos sempre uns aos outros. Mas muitos já se foram embora e agora, do meu grupo, somos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Tinhas alguma bolsa do Estado para estudar cá? Era suficiente para tudo?&lt;br /&gt;S.M. - Podemos vir com bolsa do governo de Cabo Verde, da Câmara de cidade para onde vamos estudar ou do Governo português. Depois podemos também escolher ter vaga como alternativa e eu candidatei-me à bolsa porque se for só vaga é por conta própria. Mas, como só a bolsa não chega para tudo, tive de arranjar um emprego para conseguir ter dinheiro até ao fim do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Como é estar longe da família tanto tempo?&lt;br /&gt;S.M. - É o mais difícil porque já não vou a casa há muitos anos. Além disso, deixei lá um namorado, mas não parei a minha vida, nem ele a dele. Temos falado todos os dias. Agora vou para lá e se der, continuamos juntos, se não ficamos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Como passava cá o Natal?&lt;br /&gt;S.M. - Passava com os meus tios em Lisboa. O Natal e o final do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Tem uma irmã mais nova, também a estudar aqui. Como a ajudou?&lt;br /&gt;S.M. - A Rosana teve sorte por eu estar aqui, teve a sorte que eu não tive. Arranjei-lhe trabalho porque ela veio só com a vaga, não tem a bolsa. Ajudei-a com a escola e com a casa para morar no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Qual é a imagem que leva do ensino de cá?&lt;br /&gt;S.M. - Não gostei do meu curso por causa dos professores. A maioria era estrangeira e não falavam bem português. Eu gostei mais de Cabo Verde, mas como estive aqui tanto tempo, agora, para mim, é igual o funcionamento das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Como é o balanço que faz de tudo o que passou aqui? Se surgisse outra oportunidade, voltava?&lt;br /&gt;S.M. - Foi positivo, apesar de alguns contratempos. Voltava, porque deixo cá a minha irmã, muitos amigos, o meu trabalho e foi uma boa experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Quais as suas perspectivas para o futuro?&lt;br /&gt;S.M. - Em Cabo Verde não há muita gente com o meu curso de Informática. Vai muita gente com o curso de Gestão de Empresas e Turismo, mas com o meu não há muitos, por isso vou arranjar um emprego rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o curso acabado e muitas experiências vividas ao longo de nove anos, Samira Marques leva a bagagem muito mais cheia do que quando chegou. Nem tudo foram rosas, mas a vida passada aqui foi sem dúvida “uma boa experiência”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113745863463087240?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113745863463087240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113745863463087240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113745863463087240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113745863463087240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/01/entrevista-s-bolsa-no-chega-para-tudo.html' title='ENTREVISTA / “Só a bolsa não chega para tudo” / Águeda Varela'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113745741148181675</id><published>2006-01-17T00:21:00.000Z</published><updated>2006-01-18T01:17:25.056Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA/ Metal Negro/ Tiago Griff</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O que para muitos é barulho, para outros é uma forma de estar. Um estilo de música com seguidores em todo mundo, com fortes opiniões sobre a religião e a sociedade, tenta passar uma mensagem que por vezes é mal entendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender um pouco melhor a música &lt;em&gt;black metal,&lt;/em&gt; o Impertinente conversou com Filipe Guia, o vocalista da banda algarvia Deep Odium.&lt;br /&gt;O Impertinente- O que é &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; para ti?&lt;br /&gt;Filipe (Perverter) Guia - O &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; para mim é um estilo de vida pautado por um forte espírito crítico perante tudo e todos. Para além disso é ainda um estilo musical com uma forte componente de agressividade (no bom sentido da palavra) tanto a nível lírico como a nível sonoro, sempre virado para uma permanente crítica ao que nos rodeia, com especial incidência na religião. É apenas uma das muitas vertentes que (de)compõem o metal e sofre ainda ramificações originadas pela fusão do &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; com outros géneros. Neste momento, &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; para mim está conotado a Deep Odium, banda algarvia de &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; à qual estou presentemente ligado como vocalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Porquê e como começaste a ouvir?&lt;br /&gt;F.G. - Comecei a ouvir metal há cerca de uns bons 10 anos. Foi o primeiro estilo musical que verdadeiramente me levou a gostar de música e devo agradece-lo à minha irmã que desde cedo começou a gostar de som mais pesado, apesar de hoje em dia não acompanhar o género. As suas &lt;em&gt;tapes&lt;/em&gt; de Metallica, Iron Maiden, etc. levaram-me a interiorizar o espírito e procurar com avidez conhecer mais e melhor o mundo metálico e desde cedo o género do black metal se destacou nos meus gostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Qual a mensagem predominante nesse estilo de música?&lt;br /&gt;F.G. - A mensagem predominante do &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; passa por incentivar as pessoas a usar do seu livre arbítrio, a combater dogmas, verdades absolutas, passa por alertar as pessoas para o perigo do “cordeirismo”, ideia muito seguida e difundida através da religião, seja ela qual for. É esse o inimigo, é esse o perigo real com que nos debatemos diariamente e que o &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; tenta contrariar, ou pelo menos algumas bandas pois outras, as que geralmente se auto-intitulam como as praticantes do true black metal, não passam de outras belas m..... extremistas sem interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Achas que te influencia no teu dia a dia?&lt;br /&gt;F.G. - Claro que sim, na minha forma de pensar, de (sobre)viver, de vestir, de acasalar, enfim, em tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Achas que esse tipo de música influencia muito quem a ouve?&lt;br /&gt;F.G. - Claro, como tudo o que entra em contacto com o nosso ser, a música também influencia. Agora, isso não representa uma justificação para que uma pessoa faça A ou B. O ouvir de uma música extrema não quer dizer que a pessoa tenha de sair à rua para bater em tudo e todos. A mim, ouvir &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt;, por exemplo, acalma-me o espírito ao contrário do que possa parecer para quem está de fora. Tenta-se atribuir à musica mais pesada actos violentos que certos indíviduos por vezes cometem mas isso não me parece lá muito correcto, pois também vejo por aí muitos casos de padres pedófilos e não me parece que seja a música sacra a obrigá-los a tal. É mais um conjunto de vários factores que leva a certos actos de violência e não a música em exclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Há quanto tempo tocas?&lt;br /&gt;F.G. - Canto há cerca de 5 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – O que sentes quando tocas?&lt;br /&gt;F.G. - Prazer, muito prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. - Qual a tua relação com o público?&lt;br /&gt;F.G. - Acho que é boa, penso que consigo criar uma certa empatia com o público pois puxo um pouco para o humor e isso cai sempre bem. Por outro lado, levo vinho para os concertos e isso ainda leva a uma melhor aceitação por parte do público, a não ser quando o vinho é do Lidl S.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Achas que existe uma cena &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt; no Algarve?&lt;br /&gt;F.G. - Sim, mas muito diminuta. Organizam-se até bastantes festivais no Algarve mas há pouca adesão. No entanto, por vezes conseguem-se criar ambientes muito bons em certos concertos mais pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Quando começou e como é que achas que está, como se tem vindo a desenvolver com o passar dos anos?&lt;br /&gt;F.G. - Começou nos anos 90 e penso que se desenvolveu um pouco pois hoje em dia já há mais oferta em termos de bandas como na altura não havia e a publicidade é maior com o uso da &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt;, o que cativa mais jovens para as hostes metaleiras. No entanto, ainda é um movimento bastante &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Achas que o estado te ajuda de algum modo a divulgares, a dares concertos ou a nível monetário a tua banda?&lt;br /&gt;F.G. - Ajuda, não se metendo no caminho. Algumas Câmaras, como a de Lagoa, apoiam com o empréstimo do P.A., mas o resto é por nossa conta. Dinheiro e concertos nem ver, os fundos reservados pelas Câmaras deste País para a área cultural estão destinados para os “Bacalhaus quer alho” e “Chupa-Chupa”, que é o que faz movimentar a maior parte dos eleitores deste País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – O que achas que o estado devia fazer de modo a ajudar as bandas em geral?&lt;br /&gt;F.G. - A nível camarário, deveriam aplicar os fundos culturais de que dispõem para ajudar as jovens bandas da região. A nível nacional, o estado deveria garantir maiores isenções fiscais às entidades que dessem apoio a jovens bandas nacionais, não diferenciado as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – No que é que se inspiram para fazer as letras?&lt;br /&gt;F.G. - Principalmente nas várias religiões, predominantemente a católica pois é a mais prepotente e a que se tenta impor mais às outras, e a forma como estas tentam manipular o indíviduo a esquecer a sua individualidade em prol de um suposto Deus, o qual tendem a ser eles próprios a inventar consoante o seu interesse. Abordo também algumas histórias e perversões que a guerra e a mente humana constantemente nos oferecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Sentes que precisas de refrear algumas das tuas letras ou certos actos que tens no palco para não influenciar alguém negativamente?&lt;br /&gt;F.G. - Não, mas também não abusamos demasiado pois não precisamos de chocar ninguém para passar um bom bocado e passar a nossa mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Sentes-te um actor social?&lt;br /&gt;F.G. - Sim, mas impotente para mudar o mundo. Pelo menos uma pequena pedra no sapato da sociedade dita moral e puritana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – A tua banda é uma coisa prioritária ou é só para desanuviar?&lt;br /&gt;F.G. - Neste momento, não funcionando como ganha-pão, serve apenas como escape mental e uma forma activa de expressão. Sintetizando, é só para desanuviar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113745741148181675?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113745741148181675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113745741148181675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113745741148181675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113745741148181675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2006/01/entrevista-metal-negro-tiago-griff.html' title='ENTREVISTA/ Metal Negro/ Tiago Griff'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113529700943927506</id><published>2005-12-23T00:13:00.000Z</published><updated>2005-12-26T16:49:07.843Z</updated><title type='text'>OPINIÃO/O sistema universitário na República Checa /Nicola, Ruda, Eva, Jan*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O sistema contemporâneo de ensino superior é relativamente recente quando comparado com outras universidades na Europa. Em 1992, a Federação da Checoslováquia foi dissolvida e cada república tornou-se independente. O sistema precedente ficou associado ao regime político até então vigente e em ambas as repúblicas procedeu-se a uma reforma do ensino universitário. No período do comunismo apenas os membros do partido comunista (ou os filhos ou filhas de membros do PC) podiam matricular-se na Universidade. Esta realidade alterou-se de há 15 anos para cá (depois da chamada a Revolução de Veludo em 1989). Desde então todos os estudantes que tenham passado num exame de admissão podem frequentar a universidade.&lt;br /&gt;As reformas nos anos 80 introduziram também o grau de Bachelor (Licenciatura) e um sistema independente de creditação. Os registros do estudante aumentaram rapidamente após 1991 -dobrando nos primeiros oito anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;As universidades públicas têm três níveis de instrução. Os programas de Licenciatura conduzem ao grau académico de Bachelor (Bc) ou de Bachelor em artes (BcA) – formação mais profissionalizante (introduzidas 1999). Estes graus são concedidos geralmente após três ou quatro anos de estudo numa instituição reconhecida de ensino superior e preparam estudantes para serem admitidos a um programa de Mestrado (Master). Ao mesmo tempo, preparam os graduados para uma profissão. Para obterem a sua graduação os estudantes deverão submeter-se a um exame final com defesa de uma tese. Apesar de tudo, há ainda muitas pessoas na instrução checa (tanto empregadores como estudantes) cépticas em relação ao celibatário como qualificação. O nível mais elevado nível de estudos na República Checa é o grau de PhD (Doutoramento).&lt;br /&gt;Há dois tipos de universidades na República Checa, as públicas e as privadas. Nas universidades públicas os estudantes não têm que pagar propinas, embora o governo actual tenda a executar algumas taxas.&lt;br /&gt;A maioria das universidades checas usa seu próprio sistema de créditos porque não há nenhum sistema uniformizado no nível nacional. Nenhuma disposição legal obriga as instituições a utilizar sistemas de crédito e não há nenhuma regra geral a respeito de como distribuir créditos. No entanto, desde Outubro de 1997 a República Checa tem participado com sucesso em programas como o Sócrates - Erasmus (através do qual estamos em Portugal) ou o Leonardo da Vinci. Para tal foi estabelecido o sistema de ECTS na maioria das instituições de ensino superior, como um instrumento para a mobilidade internacional, através da transferência de créditos obtidos no estrangeiro.&lt;br /&gt;Algumas controvérsias a respeito da instrução universitária checa&lt;br /&gt;O sistema de exames de entrada da universidade checa é controverso em vários aspectos. Os estudantes checos da escola secundária passam nos seus exames finais, mas ao contrário nos países europeus ocidentais, estes não os habilitam à entrada da universidade. A impressão é que o exame final da escola secundária não é de algum modo completamente válido. Mas talvez o maior problema seja o facto de o número de vagas disponíveis ser muito menor do que a procura crescente dos estudantes. Este ano, como o ano passado, 60.000 candidatos à universidade ficaram de fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;* alunos da disciplina de Estruturas Redactoriais e Géneros Jornalísticos ao abrigo do programa &lt;em&gt;Erasmus&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113529700943927506?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113529700943927506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113529700943927506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113529700943927506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113529700943927506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/12/opinioo-sistema-universitrio-na.html' title='OPINIÃO/O sistema universitário na República Checa /Nicola, Ruda, Eva, Jan*'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113528134544321695</id><published>2005-12-22T19:54:00.000Z</published><updated>2006-01-20T16:41:00.393Z</updated><title type='text'>NOTÍCIA/ Luís miguel Cintra ganha Prémio Pessoa 2005/ Joana Germano</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O actor e encenador Luís Miguel Cintra recebeu, no passado dia 16 de Dezembro, o prémio Pessoa 2005. O anúncio do galardão foi feito no Palácio de Seteais, em Sintra.&lt;br /&gt;Fundador (em 1973) e actual director do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra, de 56 anos, está também ligado ao cinema, cuja participação se destacou em filmes realizados por Manoel de Oliveira.&lt;br /&gt;O presidente do Júri, Francisco Pinto Balsemão, fundamentou a escolha salientando que o repertório de Luís Miguel Cintra abrange "as principais referências da literatura teatral de todos os tempos, dos clássicos aos contemporâneos, com uma atenção particular ao teatro português, nomeadamente a Gil Vicente".&lt;br /&gt;O Júri do Prémio Pessoa salientou ainda o trabalho que o encenador tem vindo a desenvolver no Teatro da Cornucópia há mais de trinta anos, no qual "marcou uma presença de grande coerência no panorama cénico português" e destacou a “sua acção formativa, com reflexos em sucessivas gerações de novos valores teatrais”.&lt;br /&gt;Em declarações à agência Lusa, o premiado considerou a distinção como "lisonjeira para o Teatro", ressalvando que "pessoalmente, também é incómoda, por se tratar de uma arte colectiva".&lt;br /&gt;O Prémio Pessoa é concedido anualmente a uma personalidade de nacionalidade portuguesa que se tenha evidenciado na vida artística, literária ou científica do país e corresponde a uma iniciativa do semanário Expresso e da empresa Unisys, com um prémio monetário de 44 mil euros. Entre as personalidades já destacadas no prémio Pessoa distinguem-se o historiador José Mattoso (1987), o poeta António Ramos Rosa (1988), a pianista Maria João Pires (1989), o neurocirurgião João Lobo Antunes (1996) e o escritor José Cardoso Pires (1997).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113528134544321695?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113528134544321695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113528134544321695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113528134544321695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113528134544321695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/12/notcia-lus-miguel-cintra-ganha-prmio.html' title='NOTÍCIA/ Luís miguel Cintra ganha Prémio Pessoa 2005/ Joana Germano'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113528067691724850</id><published>2005-12-22T19:42:00.000Z</published><updated>2006-01-20T16:41:20.506Z</updated><title type='text'>NOTÍCIA/ Cinema de Animação em Faro/ Sónia Viegas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Cinema de animação foi o tema da 9ª Edição dos Encontros de Cinema, organizados pelo Cineclube de Faro, que se realizaram de 5 a 10 de Dezembro, este ano com a co-produção da Faro Capital Nacional da Cultura.&lt;br /&gt;O ciclo de palestras que habitualmente marca os Encontros de Cinema contou este ano com a presença de Pierre Hébert, Paul Wells e Esther Leslie e culminou com um debate sobre o cinema de animação em Portugal em que participaram realizadores e especialistas nacionais como Abi Feijó, Jorge Neves, Francisco Lança e Isabel Aboim Inglez.&lt;br /&gt;No Teatro Municipal de Faro, o público teve oportunidade assistir a uma selecção do melhor cinema de animação de autor, com a presença de Pierre Hébert e a exibição das suas obras.&lt;br /&gt;A edição deste ano incluiu também um workshop, que decorreu na Escola Superior de Educação da UAlg, orientado pelos formadores Abi Feijó, Mariana Estela Graça e acompanhados por Regina Pessoa.&lt;br /&gt;Para terminar em grande, houve ainda lugar para a apresentação inédita em Portugal da Perfomance ‘Living Cinema, a criação de um filme de animação ao vivo em diálogo e sincronizado com a música do norte-americano Bob Ostertag, um trabalho original do realizador de animação Pierre Hébert, já exibido nas mais importantes cidades do mundo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113528067691724850?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113528067691724850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113528067691724850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113528067691724850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113528067691724850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/12/notcia-cinema-de-animao-em-faro-snia.html' title='NOTÍCIA/ Cinema de Animação em Faro/ Sónia Viegas'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113440211414237138</id><published>2005-12-12T15:38:00.000Z</published><updated>2006-02-06T22:48:41.946Z</updated><title type='text'>ENTREVISTA/Iris a Olho Nú/ Inês Correia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/1600/domingos.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" height="142" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/863/1915/320/domingos.jpg" width="225" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Domingos Caetano, vocalista da banda rock mais algarvia, em conversa com o Impertinente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiram como banda em Julho de 1979, mas apenas em 1995 gravaram o seu primeiro álbum.&lt;br /&gt;A propósito da comemoração dos 10 anos do lançamento do seu primeiro disco, O Impertinente foi conversar com Domingos Caetano, o vocalista dos Iris, que nos falou do percurso do grupo e dos seus projectos para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Impertinente – Os Iris completaram recentemente 10 anos de lançamento do primeiro álbum, apesar de já existirem há mais tempo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos Caetano – Os Iris existem desde 1979, a nossa primeira apresentação foi na Luz de Tavira, num baile de São João, mas só em 1995 é que gravámos o primeiro CD e, portanto, estamos em 2005 faz 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Como é que tem sido a evolução da banda, ao longo destes 10 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.C. – Tem sido difícil manter, mas nós descobrimos que nestes 10 anos, aquela história, o sonho de qualquer músico que é gravar um CD, nós gravámos e se fossemos seguir a corrente normal, gravávamos o primeiro, gravávamos o segundo e acabávamos a seguir, já não havia mais CD’s, mas como eu sou teimoso e faço um esforço por nos mantermos, vamos tentando manter uma carreira que já vai em cinco CD’s e vamos passar ao nosso sexto CD, que já estamos a gravar. Portanto, a retrospectiva que eu faço destes 10 anos é que eles têm sido difíceis. Aguentar uma carreira é difícil. Fazer um sucesso é fácil, qualquer banda pode fazer um sucesso, passa na rádio, é uma maravilha, pensam que são os maiores do mundo, mas depois, logo a seguir vão à vida… O problema é aguentar uma carreira, que é isso que nós estamos a tentar fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – A nível de concertos, como é que este ano está a correr? A agenda está muito preenchida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Em termos de espectáculos anda aí uma crise terrível, mas nós, felizmente, começámos a época um bocado pessimistas, porque dizíamos entre nós “ai mãe este Verão vai ser difícil”, mas começaram a aparecer contactos e nós tivemos um Verão bastante porreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – E visitas ao estrangeiro, há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Estivemos na Suíça e estamos a tratar para ir fazer uma digressão pelas comunidades portuguesas na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – E o espectáculo na Suíça, como foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Foi também para a comunidade portuguesa, num pavilhão, que encheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Já referiu que estão a gravar o novo CD. Quando é que ele estará à venda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Eu gostava que o CD saísse ainda este ano, mas vai ser difícil. É complicado, nós ainda estamos a fazer as músicas, estamos a fazer os arranjos, portanto, provavelmente para Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – E prevêem-se muitas novidades em termos musicais? Alguma inovação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Sim, posso já dizer que este CD se baseia nas raízes musicais do Algarve. Não só no corridinho, atenção porque o Algarve não é só isso. Nós temos uma ligação muito forte aos mouros, não é por nada que nós somos conhecidos como os mouros. Portanto, Portugal, Andaluzia, Marrocos, toda aquela cultura árabe nós temos, por isso não vale a pena ignorar e o disco vai buscar muito essas influências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Nos últimos tempos parece que é moda e todas as bandas gravam um DVD ao vivo. Os Iris vão aderir a essa tendência e dar um “mimo” aos fãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. C. – Nós queríamos gravar um DVD. Para já, quando nós fizemos o espectáculo dos 10 anos, com um grupo de cordas, queríamos fazer dali um DVD. Mas para fazer um DVD existem custos, alguns trabalhos que são muito complicados e nós não tivemos apoio para isso. Pois, mais uma vez, somos algarvios, mas as entidades algarvias preferem apoiar os de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O I. – Onde e quando os fãs dos Iris podem assistir a um concerto ao vivo, nos próximos tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.C. – Nós tivemos agora um concerto, que poderá ser o último deste ano, porque estamos em estúdio e não temos muito tempo, mas arranjámos um espaço para ir fazer este na Fnac da Guia, no dia 30 de Novembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113440211414237138?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113440211414237138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113440211414237138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113440211414237138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113440211414237138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/12/entrevistairis-olho-n-ins-correia.html' title='ENTREVISTA/Iris a Olho Nú/ Inês Correia'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113320005328276509</id><published>2005-11-28T17:46:00.000Z</published><updated>2005-11-30T12:27:42.720Z</updated><title type='text'>OPINIÃO/ Sobre os conceitos de Objectividade e Imparcialidade Jornalísticas/ Joana Germano</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;As tão aclamadas objectividade e imparcialidade jornalísticas são práticas primordiais da profissão. Todavia, a dificuldade em colocá-las em prática requer um certo rigor que, sejamos sinceros, não é muito usual no nosso quotidiano. Tendo como fonte um simples dicionário da Língua Portuguesa* procurei definir e esclarecer ambos os conceitos em questão. A objectividade é “a qualidade do que é objectivo; características de uma opinião ou atitude que não o deixa influenciar por sentimentos ou preferências, sendo imparcial.” Vejamos agora a imparcialidade, a qualidade de quem: “não é parcial; que não toma partido ou favorece um dos lados numa disputa ou controvérsia; que coloca a justiça em cima de quaisquer interesses, isento, justo, neutral.” Esclarecidos? Confesso que numa primeira, segunda e até numa terceira leitura acabei por pensar que os conceitos eram exactamente os mesmos, porém, apercebi-me de que realmente não são, que apesar de à primeira vista apresentarem uma forte similaridade, apontam para questões distintas. Passo então a clarificar. Ser objectivo é chegar ao fundo da questão, é atingir o cerne do problema, alcançar o ponto de reflexão de dada temática e esclarecê-la, caracterizá-la, contextualizá-la. No sentido redutivo do termo a imprensa actual pratica esta objectividade, porém, no sentido forte da palavra, não. A própria delimitação do espaço e o já pré-estabelecido modelo da notícia em si (género rei na imprensa actual) acabam por superficializar os assuntos e temáticas tratadas. O ser imparcial corresponde a uma neutralidade, a uma isenção, à justiça. É sobretudo não favorecer ângulos distintos ou tomar partido de certa atitude ou opinião, sobre a qual pode concordar ou não. Pressupõe que o jornalista se deve reger pelos factos e opiniões recolhidas, não dando ênfase à sua própria opinião sobre a matéria, nem favorecendo particulares. Por exemplo, numa reportagem sobre o aborto, um assunto que gera controvérsia, a peça terá que ser realizada pelo jornalista com a maior das imparcialidades, pois o que deve passar ao espectador/ouvinte/leitor, será o assunto, a sua problematização e as soluções viáveis, ou opiniões dos envolvidos, e não a do jornalista. Caso o jornalista tenha opinião, como de certo terá, deve guardá-la para si e cingir-se ao conteúdo da peça, tentando manter-se neutro e isento de quaisquer comentários que possam revelar a sua posição e influenciar de algum modo a população. Se bem que qualquer comunicação é influência… Jamais a concepção individual relativa a sujeitos, objectos, factos ou locais deve interferir na produção jornalística. Caso suceda, é um mau exemplo de jornalismo. A isenção jornalística pressupõe um nível de independência política, económica e religiosa em nome de um bem maior: o de oferecer informação com credibilidade aos leitores/ouvintes/espectadores. Mas, para muitos investigadores do jornalismo, esta é uma discussão já superada, pois actualmente há o perfeito entendimento de que o jornalista pensa e sente tal como qualquer um outro indivíduo e por maior que seja a sua competência não é capaz de relatar toda a verdade que circunda um facto jornalístico. O que relata resume-se a uma representação da realidade, já aplicando a sua versão e recorte do sucedido, visto ter que se seleccionar e saber distinguir o importante do acessório. E todos nós sabemos que há um número ilimitado de agentes encadeados como causas e consequências do supracitado evento ou assunto. Este é um assunto deveras relevante, sobretudo quando integrado na prática do jornalismo, sobre a qual muito ainda há a dizer. É um assunto que daria para um projecto muito mais elaborado. Mas penso que esta foi uma breve reflexão esclarecedora para quem anteriormente não compreendia as noções de objectividade e imparcialidade.&lt;br /&gt;* Dicionário da Língua Portuguesa, 2003, Porto Editora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113320005328276509?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113320005328276509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113320005328276509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113320005328276509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113320005328276509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/11/opinio-sobre-os-conceitos-de.html' title='OPINIÃO/ Sobre os conceitos de Objectividade e Imparcialidade Jornalísticas/ Joana Germano'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19363535.post-113319979046895983</id><published>2005-11-28T17:41:00.000Z</published><updated>2006-01-20T16:42:07.333Z</updated><title type='text'>ESTATUTO EDITORIAL</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Impertinente é um blogue informativo desenvolvido pelos alunos do quarto ano do curso de Ciências da Comunicação, vertente de Comunicação Social, da Universidade do Algarve, com o objectivo de pôr em prática a teoria aprendida nas aulas da disciplina de Estruturas Redactoriais e Géneros Jornalísticos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Impertinente prima por uma informação com isenção, clareza e qualidade. Exclui o sensacionalismo jornalístico e distingue claramente entre factos e opiniões.&lt;br /&gt;Identidade bloguista à parte, o Impertinente é respeitador dos direitos e deveres consagrados na Lei da Imprensa e no Código Deontológico do Jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Impertinente rege-se pelo direito à liberdade de criação e expressão, procurando sempre respeitar os Estatutos da Universidade do Algarve.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Tendo como principal objectivo a aquisição de competências por parte dos seus criadores, futuros jornalistas, o Impertinente pressupõe a informação e a divulgação de acontecimentos que vão ao encontro dos interesses da comunidade académica.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Impertinente procura privilegiar a interactividade entre os autores e os seus leitores, docentes, colegas e comunidade em geral, permitindo assim a melhoria do seu trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Os colaboradores do Impertinente assumem a sua responsabilidade perante os seus leitores, procurando responder com rigor às suas necessidades informativas, perante as suas fontes, respeitando o seu direito ao sigilo, e perante os cidadãos em geral, honrando sempre o seu espaço privado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113319979046895983?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113319979046895983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113319979046895983' title='0 Comentários'/><link 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style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Impertinente é um projecto integrado na disciplina de Estruturas Redactoriais e Géneros Jornalísticos do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve.&lt;br /&gt;A criação deste blogue tem como objectivos incentivar e desenvolver a formação em jornalismo dos estudantes do curso e promover a articulação das competências adquiridas com a investigação académica.&lt;br /&gt;Publicado durante o primeiro semestre do ano lectivo, debruça-se sobre temáticas bastante abrangentes, de modo a que possa ir ao encontro dos interesses dos alunos ao mesmo tempo que atravessa toda a variedade de géneros e estruturas narrativas jornalísticas.&lt;br /&gt;Adicionalmente, a sua identidade electrónica permite um contacto experimental com as novas abordagens do jornalismo digital.&lt;br /&gt;Os alunos, a sua motivação e a sua criatividade são os elementos chave deste projecto e a sua razão de ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Filipa Cerol Martins&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19363535-113313624054326474?l=o-impertinente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-impertinente.blogspot.com/feeds/113313624054326474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19363535&amp;postID=113313624054326474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113313624054326474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19363535/posts/default/113313624054326474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-impertinente.blogspot.com/2005/11/nota-introdutria-sobre-o-blogue-o.html' title='Nota Introdutória/ Sobre o blogue O Impertinente'/><author><name>O Impertinente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08424498575543884426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
