OPINIÃO/A propósito das decisões editoriais na noite das presidenciais / Cláudia Silva
Noite de eleições presidenciais. À medida que os resultados se consolidam, repete-se o ritual mediático. Primeiro discursam os derrotados. São momentos carregados de tensão. Discursos ansiosos. E não menos ansiados.
No último congresso do Partido Socialista (PS), Manuel Alegre candidatou-se à direcção do partido. Perdeu. Ganhou José Sócrates. Actual Primeiro Ministro. Que formou Governo com maioria absoluta. Que preteriu Manuel Alegre como candidato às Presidenciais. Que apoiou a candidatura de um histórico do PS: Mário Soares. Manuel Alegre candidatou-se sem o apoio do Partido Socialista (PS), dando corpo e voz ao que chamou “movimento de cidadãos”. Ficou em 2º lugar, a cerca de 30% do vencedor, Cavaco Silva. Não passou à segunda volta, que era o seu maior objectivo. Mário Soares ficou-se pelos 14%.
As questões que se põem são as seguintes: Mário Soares, o candidato apoiado pelo PS e pelo Primeiro Ministro já havia discursado; Manuel Alegre tinha começado há escassos minutos a sua declaração, quando o Primeiro Ministro decide também falar para as televisões; os editores têm que decidir em segundos o que mostrar ao país: a intervenção de Alegre ou as declarações de Sócrates? Todos os canais generalistas nacionais optaram pela segunda hipótese. Decidiram bem? Decidiram mal? Como se tomam decisões editoriais nestas circunstâncias? O que O Impertinente propõe aqui é uma breve ronda pela blogosfera nacional, a propósito do tema. Veja o que estes bloggers disseram:
Francisco José Viegas
Pacheco Pereira
Gabriel Silva
João Pedro Henriques (5)
Eduardo Pitta
Constança Cunha e Sá
No último congresso do Partido Socialista (PS), Manuel Alegre candidatou-se à direcção do partido. Perdeu. Ganhou José Sócrates. Actual Primeiro Ministro. Que formou Governo com maioria absoluta. Que preteriu Manuel Alegre como candidato às Presidenciais. Que apoiou a candidatura de um histórico do PS: Mário Soares. Manuel Alegre candidatou-se sem o apoio do Partido Socialista (PS), dando corpo e voz ao que chamou “movimento de cidadãos”. Ficou em 2º lugar, a cerca de 30% do vencedor, Cavaco Silva. Não passou à segunda volta, que era o seu maior objectivo. Mário Soares ficou-se pelos 14%.
As questões que se põem são as seguintes: Mário Soares, o candidato apoiado pelo PS e pelo Primeiro Ministro já havia discursado; Manuel Alegre tinha começado há escassos minutos a sua declaração, quando o Primeiro Ministro decide também falar para as televisões; os editores têm que decidir em segundos o que mostrar ao país: a intervenção de Alegre ou as declarações de Sócrates? Todos os canais generalistas nacionais optaram pela segunda hipótese. Decidiram bem? Decidiram mal? Como se tomam decisões editoriais nestas circunstâncias? O que O Impertinente propõe aqui é uma breve ronda pela blogosfera nacional, a propósito do tema. Veja o que estes bloggers disseram:
Francisco José Viegas
Pacheco Pereira
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João Pedro Henriques (5)
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